terça-feira, 13 de novembro de 2012
Vamos Praticar!
O que faz o bem nunca vira clichê: Sou à favor da Gentileza!
Gentileza gera gentileza.
Movimentos milimetricamente estudados, cronometrados dentro da música, a agilidade dos seus quadris, com o equilibrio dos braços em harmonia com passos delicados das mãos, algo absurdamente definido e detalhado. E quantos giros...poses estratégicas na coreografia. Solos de debarkes e mil floreados em uma sicronicidade de tanta técnica, sensações e música.
Foto: Profª Juliana Jaraj
Site: www.trimurthi.com.br
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Educação
Já se disse acertadamente que educar não é encher uma vasilha vazia, mas acender uma luz. Em outras palavras, educar é ensinar a pensar, e não apenas ensinar a ter conhecimentos. Estes nascem do hábito de pensar com profundidade. Hoje em dia conhecemos muito mas pensamos pouco o que conhecemos. Aprender a pensar é decisivo para nos situar autonomamente no interior da sociedade do conhecimento e da informação. Caso contrário, seremos simples caudatários dela, condenados a repetir modelos e fórmulas que se superam rapidamente. Para pensar, de verdade, precisamos ser críticos, criativos e cuidantes.
Somos críticos quando situamos cada texto ou evento em seu contexto biográfico, social e histórico. Todo conhecimento envolve também interesses que criam ideologias, que são formas de justificação e também de encobrimento. Ser crítico é tirar a máscara dos interesses escusos e trazer à tona conexões ocultas. A crítica boa é sempre também autocrítica. Só assim se abre espaço para um conhecimento que melhor corresponde ao real sempre cambiante. Pensar criticamente é dar as boas razões para aquilo que queremos e também implica situar o ser humano e o mundo no quadro geral das coisas e do universo em evolução.
Somos criativos quando vamos além das fórmulas convencionais e inventamos maneiras surpreendentes de expressar a nós mesmos e de pronunciar o mundo; quando estabelecemos conexões novas, introduzimos diferenças sutis, identificamos potencialidades da realidade e propomos inovações e alternativas consistentes. Ser criativo é dar asas à imaginação, a louca da casa, que sonha com coisas ainda não ensaiadas, mas sem esquecer a razão, que nos segura ao chão e nos garante o sentido das mediações.
Somos cuidantes quando prestamos atenção aos valores que estão em jogo, atentos ao que realmente interessa e preocupados com o impacto que nossas idéias e ações podem causar nos outros. Somos cuidantes quando não nos contentamos apenas em classificar e analisar dados, mas quando discernimos, atrás deles, pessoas, destinos e valores. Por isso, somos cuidantes quando distinguimos o que é urgente e o que não é, quando estabelecemos prioridades e aceitamos processos. Em outras palavras, ser cuidante é ser ético, pessoa que coloca o bem comum acima do bem particular, que se responsabiliza pela qualidade de vida social e ecológica e que dá valor à dimensão espiritual, importante para o sentido da vida e da morte. A tradição iluminista de educação tem enfatizado muito a dimensão crítica e criativa e menos a cuidante. Esta é hoje urgente. Se não formos coletivamente cuidantes esvaziaremos a crítica e a criatividade e podemos pôr tudo a perder, o bem viver em sociedade com justiça mínima e paz necessária e as condições da biosfera, sem as quais não há vida. Albert Einstein despertou para a dimensão cuidante de todo saber quando Krishnamurti o interpelou: " Em que medida, Sr. Einstein, a sua teoria da relatividade ajuda a minorar o sofrimento humano? Einstein, perplexo, guardou nobre silêncio. Mas mudou. A partir daí se comprometeu pela paz e contra as armas nucleares. Em todos os âmbitos da vida, precisamos de pessoas críticas, criativas e cuidantes. É condição para uma cidadania plena e para uma sociedade que sempre se renova. Tarefa da educação hoje é criar tal tipo de pessoas.Crenças - Ser senhor de si mesmo
Como pregar a liberdade do homem, se a minha está escravizada às crenças que me dominam? Como defender a libertação dos oprimidos na condição de oprimido pela própria convicção?
O impasse dos políticos e pensadores ocidentais reside nisso: eles não se fazem senhores das próprias idéias e pensamentos: escravizam-se, acabam se transformando em seus servidores.
Perdem, assim, a dimensão reflexiva, a única capaz de transcender o próprio pensamento, a única capaz de se pensar pensando e surpreender as próprias servidões.
Mas o que é ser senhor das próprias idéias? Parece-me que consiste na capacidade de considerar tudo que se pensa, e todos os nossos juízos de valor (julgamentos), dentro de uma ótica relativa, dentro de uma forma de pensar que é própria, inelutavelmente peculiar a cada pessoa em particular.
Assim, em vez de se impor aos demais, a nossa forma de pensar, de ver e sentir o mundo deve ser oferecida à reflexão alheia, não como absoluta ou a única correta, e sim como contribuição para a interpretação do real.
Ser senhor das próprias idéias, pensamentos e convicções é aceitar a dimensão poli-ótica no lugar da dimensão mono-ótica, a que explica o mundo através de uma só visão, negando as demais.
Ora, a realidade é múltipla, complexa, plural, sempre maior do que a nossa capacidade de compreendê-la.
Ser senhor do próprio pensamento é ser capaz de vincular as convicções, não apenas a idéias puras, mas ao ser real de cada pessoa.
De ajustar o que se pensa ao que se é, em vez do tão freqüente e doentio processo de procurar ser apenas aquilo que pensa, aquilo que considera o certo, aquilo que os outros e não a própria pessoa, disseram ser o caminho.
E não é. Há um caminho para cada um.
E não é. Há um caminho para cada um.
Autor: Artur da Távola
sábado, 3 de novembro de 2012
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