Mostrando postagens com marcador Chico Buarque. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chico Buarque. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de novembro de 2013

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente.
E ainda guardo, renitente
Um velho cravo para mim.
Já murcharam em tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente em algum
Canto de jardim.
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar.
Canta a primavera pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho
De alecrim!

segunda-feira, 30 de abril de 2012




O que será que me dá, que me prende ao Chico, será que me dá
Que me corta o peito ao me entrelaçar
Que salta da minha alma como a me advinhar
Que sempre me traduz e ninguém fazia
Que está presente em todas e não devia
Que está ao meu redor em todas as poesias
E que não me cansa de admirar
Que até o pai-eterno há de se enciumar
Com tanta reverência a esta cria
Com tanta revelia das cicatrizes
Com tantos desamores em versos e prosas
Com tanta melodia brotando aos poros

O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo...

Bruna.

terça-feira, 3 de abril de 2012


Querido Diário,

Hoje topei com alguns conhecidos meus
Me dão bom-dia, cheios de carinho
Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus
 
Hoje a cidade acordou toda em contramão
Homens com raiva, buzinas, sirenes, estardalhaço
 
Hoje pensei em ter religião
De alguma ovelha, talvez, fazer sacrifício
Por uma estátua ter adoração...